Olá, amigos. Estou aqui para meu primeiro artigo no Blog. Minha inspiração para imiscuir-me nessa determinada matéria vem basicamente de tudo o que publica-se na imprensa e de outros ‘’intelectuais’’ tupiniquins e até americanos sobre a atual crise financeira que assola o mundo. Aristóteles já dizia que não há debate entre conhecimento e ignorância, e a assertiva permanece mandatória. Porém, é sempre válido lutar essa hercúlea batalha para vencer o rolo compressor politicamente correto do mainstream liberal (no sentido americano da palavra).
Todos, hoje em dia, tem algum comentário a fazer sobre a crise, algum link mínimo que seja. Mesmo num texto sobre a vida das flores paphiopedilum, é possível inserir algum adendo sobre o colapso de mercado, Bush, ou qualquer outro bode expiatório, normalmente citando Noam Chomsky ou intelectual de botequim equivalente para trazer a ‘’autoridade’’ ao argumento, repleto de ignorância.
Para iníciar o debate, faz-se mister dizer que a atual crise vem do colapso de um sistema que estava repleto de produto financeiros de grande sofisticação e complexidade, até mesmo para aqueles oriundos da indústria financeira, sendo muito difícil entendê-la para os ignorantes em matéria de mercado financeiro e conceitos da ciência econômica.
Dito isso, prossigamos.
Dito isso, prossigamos.
Recentemente tenho lido diversos artigos na mídia buscando correlacionar a situação crítica do sistema financeiro americano ao modelo do livre mercado. Que o povo brasileiro tem fetiche por dirigismo estatal isso não é novidade alguma, o que surpreende negativamente são os contornos de um big picture muito mais amplo: O das motivações e convicções políticas equivocadas oriundas de ignorância em matéria econômica, que trouxeram um ônus gigante em desenvolvimento para o mundo, e por incrível que pareça, estão cada vez mais acesas com a emergência de Barack Obama.
Primeiramente, é necessário apontar que o estopim de toda a crise deu-se num dos ambientes mais regulados dos EUA, o de financimento imobiliário. O Estado (ente esse que não cria riqueza alguma, somente tira e põe conforme sua clarividência indicar) por motivações intrínsecamente políticas, apoiou durante anos a fio uma política de ''financiamento a qualquer custo''.
O grande problema disso é que, funding criado pelas condições de mercados livres, já pressupõe devida precificação de risco de crédito e expõe à insolvência somente aquela instituição que foi tomadora de risco, não tendo maiores consequências para o sistema financeiro como um todo.
Essa situação torna-se muito diferente quando é criada por uma política monetária frouxa do Estado. Alan Greenspan, o ''mago'', adepto do objetivismo e que na retórica assumiu posições similares a da escola austríaca sobre as causas da crise de 29, plantou as sementes dessa crise da mesma maneira a qual criticou pesadamente. Com medo de uma recessão, Greenspan alimentou a economia combalida norte-americana pós 9/11 com uma liquidez artificial através de taxas de juros extremamente baixas por um longo período, incentivando os players de mercado a tomarem níveis de risco jamais vistos em toda história, levando instituições tradicionais como Lehman Brothers, a operarem no limite extremo de leveraging que alcançou surreais 4000% esse ano.
Os tempos são duros, pois corrigimos uma exuberância irracional na qual todos se acostumaram a viver com um grau de alavancagem sem precedentes, desde o banker de Wall Street perdido no meio de derivativos de recebíveis bilionários sem liquidez, até o trabalhador de classe baixa, também igualmente alavancado que comprava uma casa sem jamais ter tido antes em sua vida tal chance. Porém, devemos aprender com os erros do passado e não repeti-los. Não parece o que está acontecendo.
Ganhou o candidato da mudança, Barack Obama. A pergunta é, que mudança? Planos de salvamento, dinheiro para montadoras e para os bancos, promessas que são contraditórias em si mesmas(aumento do custo do Estado que já está em déficit x diminuição de impostos). Isso é mudança? Já se fala em um novo new deal, programa que artificialmente tirou os Estados Unidos da crise causada pelo crash de 29, e causou posteriormente uma estagflação sem precedentes na história americana. Novamente, passamos pelo mesmo problema causado pela ignorância econômica somada a hiperatividade política. É MAIS ESTADO na economia, para resolver uma situação CRIADA PELA ATUAÇÃO DO PRÓPRIO ESTADO.
Na verdade, o fascínio exercido pela imagem de rockstar que foi pintada de Obama não resiste a uma análise fria dos seus fatos e propostas. Sua popularidade imensa com a mídia é o estereótipo do bufão politicamente correto. Obama é parte de um grupo étnico considerado minoria, protecionista, a favor do casamento gay e aborto, populista e escorregadio em perguntas decisivas sobre todas essas posições anteriormente por mim afirmadas. A mídia não poderia ter fatores para amá-lo mais.
O grande problema disso é que, funding criado pelas condições de mercados livres, já pressupõe devida precificação de risco de crédito e expõe à insolvência somente aquela instituição que foi tomadora de risco, não tendo maiores consequências para o sistema financeiro como um todo.
Essa situação torna-se muito diferente quando é criada por uma política monetária frouxa do Estado. Alan Greenspan, o ''mago'', adepto do objetivismo e que na retórica assumiu posições similares a da escola austríaca sobre as causas da crise de 29, plantou as sementes dessa crise da mesma maneira a qual criticou pesadamente. Com medo de uma recessão, Greenspan alimentou a economia combalida norte-americana pós 9/11 com uma liquidez artificial através de taxas de juros extremamente baixas por um longo período, incentivando os players de mercado a tomarem níveis de risco jamais vistos em toda história, levando instituições tradicionais como Lehman Brothers, a operarem no limite extremo de leveraging que alcançou surreais 4000% esse ano.
Os tempos são duros, pois corrigimos uma exuberância irracional na qual todos se acostumaram a viver com um grau de alavancagem sem precedentes, desde o banker de Wall Street perdido no meio de derivativos de recebíveis bilionários sem liquidez, até o trabalhador de classe baixa, também igualmente alavancado que comprava uma casa sem jamais ter tido antes em sua vida tal chance. Porém, devemos aprender com os erros do passado e não repeti-los. Não parece o que está acontecendo.
Ganhou o candidato da mudança, Barack Obama. A pergunta é, que mudança? Planos de salvamento, dinheiro para montadoras e para os bancos, promessas que são contraditórias em si mesmas(aumento do custo do Estado que já está em déficit x diminuição de impostos). Isso é mudança? Já se fala em um novo new deal, programa que artificialmente tirou os Estados Unidos da crise causada pelo crash de 29, e causou posteriormente uma estagflação sem precedentes na história americana. Novamente, passamos pelo mesmo problema causado pela ignorância econômica somada a hiperatividade política. É MAIS ESTADO na economia, para resolver uma situação CRIADA PELA ATUAÇÃO DO PRÓPRIO ESTADO.
Na verdade, o fascínio exercido pela imagem de rockstar que foi pintada de Obama não resiste a uma análise fria dos seus fatos e propostas. Sua popularidade imensa com a mídia é o estereótipo do bufão politicamente correto. Obama é parte de um grupo étnico considerado minoria, protecionista, a favor do casamento gay e aborto, populista e escorregadio em perguntas decisivas sobre todas essas posições anteriormente por mim afirmadas. A mídia não poderia ter fatores para amá-lo mais.
A ''esperança'' que o novo presidente representa é sem dúvida irracional, e o mal-caratismo da mídia chapa branca provavelmente o poupará de qualquer crítica, o colocando em um patamar intocável, levando qualquer problema em sua gestão como ''herança da era Bush" ou coisa parecida.
A ignorância econômica sem dúvida, exerce cada vez mais impacto político, e nem mesmo nações com valores individualistas e que em tese apreciam a meritocracia como os Estados Unidos estão livres do fascínio exercido por oportunistas que entedem a situação e se beneficiam para chegar ao poder.
Certezas da dúvida?!
Me deixa extremamente curioso a questão a mídia ter feito um cobertura imensamente negativa ao apoio de Dick Cheney para McCain e ter feito um estardalhaço positivo quando Colin Powell apoiou Obama. O que pode exemplificar melhor a canalhice da mídia? Afinal, os dois são seguidores de Bush. Aparentemente, quando o indivíduo converte-se a Obama, sua alma está perdoada.
Sick of...
Arnaldo Jabor quase ejaculou pelas sinapses com a eleição do Obama, o artigo do eterno ''revoltado a favor'' quase me fez vomitar em cima do feuilleton que um dia foi dos Mesquita.
O consolo
Não posso deixar de elogiar Obama na idéia de conversar com Cuba e acabar com esse embargo sem sentido. Desde 1959, nenhum presidente americano tem uma agenda parecida. Ora, o que é melhor para destruir o socialismo, o isolamento ou um banho de capitalismo? Carregadores de mala em hotel ganhando melhor que médicos e engenheiros, sem dúvida, faz as pessoas pensarem sobre que sistema é mais compensatório. Também torço pra que o militarismo deficitário diminua diante da forte carga negativa da herança de Clinton (Somália e Kosovo) e Bush (Iraque).
A ignorância econômica sem dúvida, exerce cada vez mais impacto político, e nem mesmo nações com valores individualistas e que em tese apreciam a meritocracia como os Estados Unidos estão livres do fascínio exercido por oportunistas que entedem a situação e se beneficiam para chegar ao poder.
Certezas da dúvida?!
Me deixa extremamente curioso a questão a mídia ter feito um cobertura imensamente negativa ao apoio de Dick Cheney para McCain e ter feito um estardalhaço positivo quando Colin Powell apoiou Obama. O que pode exemplificar melhor a canalhice da mídia? Afinal, os dois são seguidores de Bush. Aparentemente, quando o indivíduo converte-se a Obama, sua alma está perdoada.
Sick of...
Arnaldo Jabor quase ejaculou pelas sinapses com a eleição do Obama, o artigo do eterno ''revoltado a favor'' quase me fez vomitar em cima do feuilleton que um dia foi dos Mesquita.
O consolo
Não posso deixar de elogiar Obama na idéia de conversar com Cuba e acabar com esse embargo sem sentido. Desde 1959, nenhum presidente americano tem uma agenda parecida. Ora, o que é melhor para destruir o socialismo, o isolamento ou um banho de capitalismo? Carregadores de mala em hotel ganhando melhor que médicos e engenheiros, sem dúvida, faz as pessoas pensarem sobre que sistema é mais compensatório. Também torço pra que o militarismo deficitário diminua diante da forte carga negativa da herança de Clinton (Somália e Kosovo) e Bush (Iraque).
2 comentários:
Bem vindo caro colega! É uma honra compartilhar um blog com tal personalidade tão caracteriza por este tom escrachado e revelador.
Vejo neste blog a oportunidade de nossas discussões se eternizarem. Bem vindo.
É impressionante como os "autores mofados" estão presentes até hoje. A citação de Aristóteles "não há discussão entre conhecimento e ignorância" traduz perfeitamente o que se passa atualmente.
Formulações decisivas sobre a virada 2007/2008 passam longe das letras e palavras da mídia. A imprensa acostumou-se a noticiar a maré da bolsa, se caiu, se subiu, só para ter o que noticiar. Enquanto isso, o mercado se vira como pode.
Um grande abraço!
Grande artigo, gostei muito, apesar de não concordar com alguns pontos, concordo muito em outros.
Creio que o avanço da tecnologia e, principalmente, do avanço nas comunicações é um dos grandes responsáveis pela ignorância econômica - e vale frisar não só econômica - dos veículos de comunicação que hoje se encontram ampliamente difundidos. Recebemos, na atualidade, grandes ondas de notícias e escritos que mascaram umas forte ideologia por atrás. E a grande facilidade de divulgar idéias gera uma ausência de necessida de se conhecer melhor aquilo que está divulgando. A mídia é espcializada nisso. Quantos erros sobre o Direito, a Economia e Política não vêmos nos jornais?!
E em nosso território a situação é ainda pior. Pois a ignorância daqueles que divulgam ideologia é acompanhada da ignorância daqueles que a aceitam.
Quanto às idéias econômicas, não sou grande entendedor. Mas creio que o Neoliberalismo é muito radical e abarca apenas um lado do problema: o dos atores econômicos - e não abarca aqueles que não participam da economia mas se sujeitam às suas consequências.
Porém, a atuação intensa do Estado na vida social e econômica, sem dúvida, trouxe sequelas que precisam ser analisadas. A crise fiscal e financeira do Estado - acompanhado da corrupção de nossos políticos é um grande problema.
A solução? A meu ver ainda está em debate e longe de resolução. Na filosofia política se discute muito o liberalismo-comunitarismo, principalmente aquele divulgado pela idéias de John Rawls e Ronald Dworkin. Muito se fala sobre umas terceira via.
Abraços a todos. Saudações Marcelão.
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